sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Mulher Cafajeste II

Eu já tinha esquecido dessa estória... E eu tenho que contar, ela começa aos meus doze anos. Meu prédio era conhecido pela vizinhança como o “Templo das Mulheres”, não só pelo fato de que sempre tinha mulheres bonitas, mas principalmente por que nos fins de semana todas elas se encontravam na piscina de biquíni, para o delírio dos garotos que moravam nos prédios ao redor, e pra nós mesmos que morávamos lá, porque não?. Conhecia pouca gente dos outros prédios, mas estudava com um carinha que era amigo de um deles, um verdadeiro nerdão, se você imaginar uma criança bem nerd, você visualizará o rosto dele. Magro, branco como folha de papel A4, cabelo liso e preto, cortado em formato de “cuia”, usava aqueles óculos que escondiam metade do seu rosto e só falava merda. Um belo dia, conversava com seu amigo sobre as meninas do meu prédio e ai então foi elaborada a estratégia. Ele e seu amigo viriam ao meu prédio me ver, eu seria simplesmente “a chave” para eles conhecerem as meninas e depois “a chave” (eu) seria descartada, terminologia empregada por ele. Mas uma coisa ele não esperava, os dois se apaixonaram pela mais gatinha de todas as meninas da nossa idade, a qual eu também era apaixonado, ela era linda, de fato, hoje ela é muito mais, mas deixemos isso pra mais tarde..
Pois bem, ela teria que decidir com qual queria ficar, eu estava fora do páreo, não tinha nem coragem de me aproximar dela, era uma paixão meio platônica e apenas com os dois na mira, não foi uma escolha difícil de se fazer, ela optou pelo menos idiota, o nerdão perdeu. Gostei muito do outro carinha, ele era gente fina e começou ali uma amizade, que perdura até os dias atuais, hoje não somos mais amigos, somos irmãos, é o cara que me conhece pelo olhar, que liga pra mim chorando quando está bêbado num bar ouvindo a música “amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves...”, e eu também amo esse cara. Mas quando ela deu seu veredicto, o nerdão não aceitou muito bem, criou-se ali a inimizade, que também perdura até os dias atuais. Sempre fui um cara tranquilo para administrar meus sentimentos, não tinha coragem de chegar nela e ela estava afim do meu novo amigo, ele afim dela, eu não iria querer atrapalhar e foi graças a mim que eles deram o primeiro beijo, eu praticamente o forcei a dar. Mas o irmão dela não gostou nem um pouco de saber que ela estava com um namoradinho e sob ameaça de contar à sua mãe, ela veio a terminar, a nem começada relação, na noite seguinte. Mas ele continuou indo me ver no meu prédio, não sei se no começo era apenas um pretexto para esbarrar com a garota, mas depois se tornou uma amizade e passamos toda a infância e adolescência juntos.
Anos depois a garota se mudou para outro prédio, sumiu do mapa e depois chegou a notícia de onde ela se encontrava, mas o mapa era diferente, o mapa era o da Argentina. Cresci, malhei, malhei mais um pouquinho, pratiquei judô, kung fu, capoeira e jiu jitsu, me tornei uma máquina, do sexo.. O pirralho do prédio já não era mais um pirralho e as amiguinhas da minha irmã mais velha notaram isso e é justamente de uma delas que eu gostaria de falar. Cresci ouvindo as armações dela que sempre prejudicavam a mais comportadinha de todas, a minha irmã, ela contava tudo lá em casa e eu cresci ouvindo as armações da amiguinha dela. Essa garota é muito linda, sempre foi a mais linda de todas as meninas de todas as idades daquele prédio, e pra mim ela sempre esteve bem mais distante do que Plutão, era inalcançável, inatingível e Platão, em pessoa, teria que reinventar outra fórmula que definisse a minha eterna paixão por ela, platônica era muito perto pra nós dois.
Ela sempre me tratou bem, desde criança ela me zoava, acho que ela é a mulher mais cínica que conheço, seus pais são evangélicos, mas ela está longe de ser. Vivia lá em casa e vez ou outra tomava banho e se trocava no quarto da minha irmã, enquanto eu, no meu quarto, tentava vender a minha alma ao diabo para obter o poder da visão de Raio-X. Depois de crescido, nos encontramos pelo Orkut, trocamos MSN e sempre conversávamos como amigos, até que uma viagem levou os meus pais pra bem longe... lááá pros Estados Unidos e eu fiquei só em casa. Um belo dia conversando com ela, veio me perguntar sobre eu estar só em casa, respondi que era chato, ficava muito sozinho e às vezes sentia falta de uma companhia, alguém pra conversar (eu já não era tão bobo assim..). Ela mordeu a isca, na verdade acho que quem mordeu fui eu, ela que começou aquele diálogo, mas eu morderia mil vezes se preciso fosse. No nosso primeiro encontro, não tive muito tempo, conversamos muito pouco e o celular dela tocou, ela teve que subir. Fiquei me perguntando se teria sido apenas coincidência ou se ela teria combinado com alguma amiga de ligar alguns minutos depois. No outro dia recebi a visita da minha irmã, ela já estava casada e morava com seu marido bem distante de lá, mas estava por perto e resolveu ver como seu irmãozinho estava. Na hora de sua partida, entrou no elevador, mas o elevador estava subindo e começou a parar em outros andares, ela foi se acomodando no fundo do elevador, cada vez mais encoberta pelos outros moradores, mas ela teve espaço suficiente para ver a sua amiguinha de infância entrar e apertar justamente no andar em que minha irmã morava quando criança. Miss Perfection também é inteligente e conhecendo a amiga como conhece, não demorou segundo sequer pra matar a charada. Ficou parada olhando para as costas da amiga sem saber o que fazer, quando de repente a amiga começa a fitar os companheiros de elevador e seus olhos se cruzaram com os únicos olhos que ela não gostaria de ver ali naquele momento, os da minha irmã. Deve ser constrangedor para uma mulher ser pega numa situação dessas, indo se encontrar com minha irmã, ela sabia que não era o motivo da sua amiga estar ali, mas a desculpa foi pior que essa, antes ela dissesse que tinha visto minha irmã entrar no prédio e estava indo falar com ela, mas acabou por dizer que eu tinha dito que estava me sentindo sozinho e estava indo fazer companhia para o “bichinho” (eu), terminologia empregada pela própria. Chegando lá em casa, ela me contou a situação, eu jamais iria dizer à minha irmã, mas confesso que meu ego agradeceu o acaso do destino, aquele troféu valia a pena expor. Começamos a conversar no sofá, peguei refrigerante pra nós dois e depois de muita conversa me aproximei dela, estávamos sentados no mesmo sofá, meio de lado, um de frente para o outro, estiquei meu braço (malhado pra caralho na época) e comecei a alisar seu cabelo, com um sorriso cafajeste nos lábios, os olhos meio fechados e fixos no olho dela, parecia meio embaraçada, retribuía o olhar e o sorriso, abriu a boca e disse: “Melhor não”, me aproximei mais um pouco, passei a mão por trás da sua nuca e disse: “Melhor fechar os olhos”.. e ela fechou.. Tá.. tá.. tá.. Parece meio piegas, de fato é.. Mas porra.. funcionou... Nos beijamos durante um tempão, queria curtir cada gotinha de saliva trocada, chupava a língua e os lábios dela da forma mais saborosa possível, deliciando-me daquele momento, aquele momento que durante anos era impossível pra mim, definitivamente preciso voltar a malhar. Acabou o beijo, ela começou a falar sobre os tempos de criança, “Quem diria que um dia eu iria beijar aquele pirralho?”, dizia ela rindo, me resumia a dizer “estranho, né?”, “eu que o diga”... Queria logo encerrar a conversa e beijar mais um pouquinho e quem sabe mais lá o quê. Mas o “o quê” não aconteceu naquele dia, mestre do disfarce que era, e ainda o é, não queria apressar as coisas, dizia que não queria se apaixonar, que tinha medo, o que minha irmã iria pensar dela? Poderia até ficar com raiva... sei...
No outro dia o sol brilhou mais forte, os passarinhos fariam inveja a Bach, Beethoven, ou qualquer um desses caras que tocavam essas músicas chatas pra caralho, de fato o outro dia começou lindo e mal sabia eu que ele ficaria mais perfeito ainda quando a lua aparecesse. Mas no tempo intermediário entre a lua e o sol, recebi uma ligação, minha irmã queria saber o que estava acontecendo, na verdade ela tinha medo que eu me apaixonasse pela garota, sabia muito bem como ela era e fez questão de me contar alguns fatos ocorridos para enfatizar suas teorias. Ela só não sabia que eu já era vacinado contra esse tipo de mulher e paixão por ela eu não era nem louco de sentir, sabia desde guri quem ela era, e ainda o é, e só queria me aproveitar daquelas curvinhas pelas quais me masturbei várias vezes escondido pela cortina do meu quarto enquanto ela estava na piscina quando eu era criança. Mas ela não era só curvas, meu amigo, a mulher era uma verdadeira máquina do sexo. Não esperei nem a porta fechar e já fui dando um beijo nela, arrastei ela até o sofá, deitei-me por cima dela, minhas partes de baixo reconheceram de imediato aquele corpinho que elas desejavam desde pequenininhas e minha calça parecia querer explodir, quando ela sentiu o que estava encostado na perna dela, ela começou a enlouquecer, enquanto me beijava de forma intensa, passava as unhas pelas minhas costas por baixo da camisa, ainda com minhas pernas envolvendo a sua perna direita, levantei meu tronco, tirei a camisa, fiz uma pequena pausa olhando fixamente para ela, o seu olhar estava fixo em mim, percorreu com os olhos, rapidamente, o meu corpo e com um olhar de safada abriu a boca, era a minha deixa. Voltei a beijá-la e ela me arranhava mais forte, me pegava pelo cabelo e beijava meu pescoço, foi quando percebi que ela já estava pronta pro acasalamento. Carreguei seu corpo até o quarto, levantei sua blusa e beijei o biquinho do peito arrepiado dela, fiquei ali por um tempo e fui descendo até o umbigo dela, comecei a lamber e beijar sua barriga, até tirar sua bermuda. Que visão linda, se eu pudesse escolher a minha última visão antes de morrer, seria aquela, venerava seu corpo nu enquanto tirava minhas calças, normalmente eu gosto de deixar a garota tirá-la pra mim, mas eu estava totalmente consumido pelo desejo de experimentá-la por dentro, queria ver a sua beleza interior, por que a exterior, meu amigo, já estava aprovada fazia muito tempo.
Foi uma bela transa, mas não foi a melhor de todas, essa viria a seguir. No fim da semana fiquei sabendo que minha outra amiga de infância, aquela que você já deve ter esquecido, que mora na Argentina, estava visitando o Brasil. Logo combinei com minha nova parceira e com meu amigo de fazermos um cineminha lá em casa, ele foi mais cedo, me ajudou a comprar as comidinhas e as bebidas, afastamos a cama do quarto da minha irmã mais nova e colocamos dois colchões de solteiro um junto ao outro, as almofadas, o lençol, a televisão da sala, o DVD e duas almofadas no centro dos colchões apenas para separar os casais, só faltava o prato principal. Elas chegaram lindas, p-u-t-a-q-u-e-o-p-a-r-i-u, eu não posso nem sonhar em reclamar da minha parceira, na verdade as duas são páreo duro, são duas Deusas, coisa pra TV Globo nenhuma botar defeito, uma loira, outra morena, mas a Argentina fez muito bem à minha amiguinha de infância, senti inveja e orgulho do filho da puta do meu amigo. Cineminha começado, luz apagada, pipoquinha sendo jogada por cima dos almofadões que separavam os casais, total clima de zoação, nos conhecíamos desde crianças e aquilo estava perfeito, era nosso sonho de infância sendo realizado e se fosse um sonho eu preferiria morrer antes de acordar. Não me lembro qual era o filme que assistimos, mas perdemos o interesse antes mesmo de começar, no meio do filme já estávamos tentando entrar em pleno trabalho de parto nove meses antes de o bebê ser concebido. Enquanto eu me esforçava tentando tornar as coisas mais interessantes, transar com ela ali no quarto junto aos outros dois, com a esperança de trocarmos depois, o idiota ficava me “cutucando” com o pé dele atrás dos almofadões e eu começava a rir. Mas ela não estava disposta a transar ali mesmo, saímos do quarto e fomos pra outro e ali levei a maior surra de xereca da história da humanidade, se é que posso chamar aquilo de humano, nunca vi nada igual, confesso que ainda não entendo a dinâmica da coisa, pois ao mesmo tempo em que ela subia e descia ao longo do meu mastro, o rebolado que acompanhava o seu movimento, era coisa de outro mundo. Num era um rebolado qualquer não, esse tipo de coisa qualquer mulher com disposição sabe fazer, mas o dela, amigo, era um 360 alternado com primeira e marcha ré numa perfeita harmonia com meu esforço de sobreviver ali embaixo, eu estava quase enfartando e mais uma vez eu confesso que se morresse ali, eu morreria feliz. Depois de quatro anos, ainda me vejo hipnotizado pelos movimentos que ela fazia com seu quadril, com os peitinhos dela mexendo, com a carinha que ela fez gozando e com minha luta desesperada pela sobrevivência embaixo dela. Quando finalmente voltamos ao quarto, estava lá o outro casal e meu amigo sorridente por ter acabado de conseguir chupar os peitinhos da sua companheira, é realmente um idiota.
Isso tudo me veio a mente quando a reencontrei hoje, ela estava com seu novo namorado, ele me olhou com um ar esnobe, coisas que homem gosta de fazer quando tá com uma Deusa dessas e eu já fiz várias, mal sabe ele o risco que corre, não apenas de morrer enfartado sob aquele monstro que existe no quadril dela, mas também pelo jeito que ela falou comigo, me cumprimentou com a voz mais doce que um anjo poderia ter e ele não sabe que aquilo é apenas mais um dos tantos disfarces que ela sabe usar.

8 comentários:

Wasup disse...

Nós homens adoramos dizer que somos os mais fortes.Que homem não abriria mão de qualquer coisa por uma Deusa peladinha ?

Uma mulher disse...

Fala Don Juan, cheguei ontem de DF, mas já estou de partida pra alguma praia desse litoral de Deus... hahaha, mas antes não poderia deixar de vir aqui e agradecer o carinho, agradecer por compartilhar comigo opiniões, discutir diferentes pontos de vista e aprender que a vida pode ser olhada sempre de outros ângulos, então desejo a você muitas virtudes, boas ações e alguns pecado agradáveis e bem sucedidos!!!!!
Volto provavelmente só em FEV, enquanto isso estarei pelo ES, RJ e Bahia!!!! Beijooos
Feliz Natal e Próspero ano novo, qnd eu estiver com residência fixa de novo, volto a postar!
Até lá, Ingrid

Lily disse...

é mto bom ver q vcs não são tão imunes e durões qnto parecem ser!!
e é bem feito! hehehe

bjkssss

Lily disse...

desistiu do blog?

Anônimo disse...

pois é acabou? tava bom, vc escreve bem e eu so lhe descobri agora

Anônimo disse...

Acho que estou apaixonada pela sua cafajestagem (essa palavra existe?)...rss...
Como faço para ter um contato mais intimo??

Beijos
Mais uma fã

Anônimo disse...

Só pra constar... Beethoven é foda.

Anônimo disse...

LIXO! Perdi 15 minutos da minha vida lendo a merda de alguém..
"Aiii como eu sou foda, comi uma muié!" KKKKKK esse tipo de coisa eh bem digna de homem que não tem auto-estima, aí quando acontece esse tipo de coisa almenta umas 10x depois corre pra net pra contar a verdade distorcida pra todoo mundo...
E algum infeliz achou isso engraçado e me passa o link..mereço...
PS: Tá em anonimo pq nao to afim de enchessão de saco! Não me interessa a sua opnião nem se vc está interessado na minha!